Cada vez mais cobiçados no mercado, os bons profissionais de Big Data se destacam pela capacidade de solucionar problemas, de se comunicar com outras áreas.
Mais do que um título ou Ph.D., a combinação de habilidades pessoais, técnicas e de negócios necessárias aos cientistas de dados justifica o porquê da carência desses profissionais no mercado.
Um infográfico produzido pela empresa de gerenciamento de decisões FICO enumera as oito principais características de um cientista de dado de primeira linha. De acordo com Andrew Jennings, gerente de análise da companhia, três dessas qualidades são indispensáveis, e todas as organizações do mercado de cientista de dados devem saber quais são elas:
1. Capacidade de solucionar problemas
Pode parecer óbvio, já que as ciências dos dados se tratam de buscar soluções para problemas. Mas um bom cientista de dados precisa aprender quais problemas devem ser resolvidos, qual solução que irá entregar valor, como ela será utilizada e por quem.
Fazer isso da maneira certa é um fator crítico para o sucesso ou a falha, afirma Jennings. “Um bom exemplo pode ser relacionado às fraudes, em que é preciso encontrar uma agulha no palheiro”, diz. “Pense em transações de cartão de crédito e requerimentos médicos: a grande maioria desses processos não são fraudulentos.” Desse modo, a solução proposta por um cientista de dados deve ser eficaz para essa pequena quantidade de operações. A habilidade de detalhar informações e focar especificamente no problema que tem em mãos é fundamental, avalia Jennings.
2. Habilidade de comunicação
“Você deve ser capaz de conversar com pessoas que não têm Ph.D. na área em que você tem Ph.D.”, destaca Jennings. Em outras palavras, você pode ser um profissional brilhante em seu campo, mas não será um ótimo cientista de dados se não conseguir se comunicar com outras pessoas.
Por isso é necessário que dentro de uma equipe de cientista de dados haja alguém que seja capaz de se comunicar bem com a área de negócios e que faça as perguntas importantes, ele explica. “Você deve convencer o time de negócios de de que o que vocês estão propondo é viável e irá agregar valos aos negócios”.
3. Ter mente aberta
As pessoas tendem a resolver qualquer problema utilizando abordagens que já conhecem e com as quais se sentem confortáveis. É por esse motivo que ser mente aberta e ser receptivo a novas ideias e diferentes opiniões é uma das qualidades mais necessárias a um cientista de dados, pois ele deverá ser capaz de aplicar métodos e conhecimentos diferentes para cada tipo de indústria, como bancária, saúde e varejo.
“Uma das coisas que um cientista de dados faz bem é entender o que não se entende”, pontua o especialista. Muitas empresas de big data de hoje estão desenvolvendo ferramentas de software que automatizam tarefas realizadas por cientistas de dados. Mesmo com o movimento de democratização da ciência dos dados em andamento, Jennings afirma que nós sempre vamos precisar de gurus de dados com alto nível de formação.
Isso por uma razão: as organizações ainda precisam de um expert que determine qual solução ou modelo em particular será confiável dentro de um ambiente operacional. “O que eu vejo dentro de um modelo realmente faz sentido? O quão estou confiante sobre a estabilidade dessas fontes de dados? E por aí vai. Um cientista de dados deve ser capaz de olhar para o que foi criado, entender o que acontece e saber se irá funcionar”, conclui.
3 habilidades indispensáveis a um cientista de dados
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